O Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ), Domingos Monteiro Correia, anunciou que a instituição deverá abrir, em breve, a sua primeira delegação na província leste do país, cuja fase de construção já se encontra concluída.
A declaração foi feita no final da visita do novo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Carlos Pinto Pereira, às instalações da Direção Nacional da PJ, na manhã desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026.
Segundo Domingos Monteiro Correia, a nova estrutura será “muito importante” para o trabalho da Polícia Judiciária, no âmbito da estratégia de expansão dos serviços às regiões.
“É notório para toda a população guineense que a Polícia Judiciária está fortemente engajada e comprometida com a sua missão e, na mesma linha, continuará a trabalhar. Muitas vezes não é a vontade que nos falta, mas sim os meios para avançar”, afirmou.
O responsável sublinhou ainda que o combate ao narcotráfico continua a ser uma “prioridade absoluta” da PJ, no quadro dos compromissos internacionais assumidos pela Guiné-Bissau e da cooperação com outras estruturas, nacionais e internacionais, para enfrentar “um flagelo mundial que tem causado danos significativos, sobretudo entre os jovens”.
Domingos Monteiro Correia indicou que a visita do ministro permitiu dar a conhecer o funcionamento da instituição, bem como apresentar os principais problemas e desafios que a PJ enfrenta, sobretudo ao nível da investigação criminal, e os esforços em curso para responder às exigências do serviço. Acrescentou que informou o governante sobre a situação dos novos agentes recrutados há mais de um ano, que ainda não auferem salários, além da falta de condições de trabalho em geral.
Por sua vez, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos considerou que as condições em que a Polícia Judiciária trabalha devem ser analisadas “com muita urgência”, defendendo igualmente o reforço da sua capacidade de intervenção e de resposta às necessidades existentes.
No que respeita aos recursos humanos, Carlos Pinto Pereira afirmou que a PJ está “mais ou menos bem dotada de especialistas”, mas reconheceu que é necessário reforçar ainda mais a instituição “para continuar a fazer um trabalho brilhante, como sempre”.
“Saio desta visita com confiança de que, com a atual equipa de recursos humanos de que a Polícia Judiciária dispõe, é possível fazer mais. Da parte do Governo, faremos tudo o que for necessário para criar as condições para que a instituição cumpra a sua missão”, disse.
Questionado sobre quando o Governo criará condições para que a Polícia Judiciária disponha de sede própria, o ministro indicou que, neste momento, existe uma “solução transitória” com vista à construção de uma sede nacional de raiz para a instituição.

